Blog sobre Teologia contemporânea. Devocionais, artigos e Estudos Bíblicos indutivos

sábado, 17 de novembro de 2012

A Dispensação da Consciência



A DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

 Esta dispensação durou  da  queda do homem até o Dilúvio.  O homem partiu do Éden em condições bem diferentes das anteriores. Agora o mundo esta sob a maldição, e o homem estava sob pecado.
Nesta dispensação o teste divino de fé e de fidelidade era a prova da consciência, Os homens deveriam proceder conforme a consciência lhes apontasse ser o correto. Ao homem caberia agir com justiça e evitar o pecado, percebemos isso nas palavras de Deus para Caim:
Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.

A história de Caim
(Gn 4.1-15) Caim foi a primeira criança humana.   Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois se afastou do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda.  Caim tinha uma escolha a fazer. Ele podia corrigir sua atitude quanto à oferta a Deus ou descontar a raiva em seu irmão. Sua decisão é um claro lembrete de como estamos cientes das escolhas opostas, e mesmo assim optamos por fazer a que é errada, exatamente como procedeu Caim.  Caim foi o primeiro assassino.
Os familiares ímpios de Caim organizaram e dirigiram suas vidas em torno das artes e empreendimentos seculares, e instituíram um modo de vida voltado para a altivez e a arrogância.

 A história de Abel
(Gn 4.2-9) Abel foi a segunda criança trazida ao mundo, mas a primeira a obedecer a Deus.  Tudo que se sabe a respeito deste homem é que era filho de Adão e Eva, pastor de ovelhas, apresentou sacrifícios agradáveis a Deus e teve sua breve vida interrompida pelas mãos do irmão mais velho enciumado, Caim.
  Apenas Abel obedeceu. Por toda a história, Abel é lembrado por sua obediência e fé (Hb 11.4), e é chamado “justo” (Mt 23.35).

A história de Sete
( Gn 5.3)  Sete dado por Deus para Adão e Eva para substituir Abel como linhagem piedosa, ao contrário de Caim ,invocava “o nome do Senhor”, expressando assim a sua dependência dEle.
 Sob o incentivo de Enos, tiveram começo as orações e o culto público ao Senhor, onde invocar o nome do Senhor refere-se ao culto público.
 Dessa forma, duas descendências totalmente diferentes foram ocupando a terra – a dos “justos” e a dos “ímpios”.

A linhagem ímpia de Caim
Caim foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o homem (Gn 4.17).  Ele fundou uma civilização e seus descendentes ocuparam-se em desenvolver os recursos naturais, as utilidades e as artes estéticas.

Jabal – Um dos filhos de Lameque, distinguiu-se como o primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade, habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento de Deus, teria introduzido na dieta o uso de carne e de leite, com a intenção de escapar ao duro trabalho de lavrar a terra.

Jubal – Outro filho de Lameque, foi o inventor de instrumentos musicais. A música é do Senhor e haverá maravilhosas harmonias no céu, mas no capítulo 4 de gênesis trata-se da linhagem ímpia de Caim. Esses homens, Jabal, Jubal e Tubalcaim eram todos homens ímpios. Gn 4.19-22


A linhagem piedosa de Sete (Gn 4.25 a 5.32)
Sete e seus descendentes foram  homens de Deus (Gn 4.26).
Enoque, o sétimo depois de Adão, é focalizado como um homem de Deus e, por seu fiel andar com Deus, foi arrebatado do meio da impiedade prevalecente nos dias anteriores ao Dilúvio. Ele entrou na história como o tipo dos vencedores dos últimos dias, que escaparão aos juízos e à Grande Tribulação que sobrevirão à terra. Hb 11.5
Como a posteridade de Sete é diferente da de Caim! Não se notam aquelas invejas, brigas, licenciosidade e violência tão generalizadas na outra linhagem.  Enoque foi um homem que não passou pela morte, por andar em comunhão com Deus, foi “tomado” deste mundo para os braços do Criador.  As escrituras citam apenas mais um homem que “andou com Deus”, Noé (Gn 6.9), e um outro que não passou pela morte para estar com Deus, Elias (II Rs 2.11).


 O dilúvio (Gn 6.13 – 10.32)
A corrupção da humanidade – A razão para o acontecimento do dilúvio foi, sem dúvida, a corrupção da humanidade.  A linhagem piedosa de Sete se misturou com a linhagem ímpia de Caim. Deus determinou que aquela geração ímpia seria dizimada. Então, depois constantes avisos, por meio das pregações de Noé, ordenou-o que construísse uma arca cujo propósito seria a salvação para os que nela entrassem. Deus anuncia o dilúvio a Noé – Em meio a iniqüidade e maldade generalizada daqueles dias, Deus achou em Noé um homem que ainda buscava comunhão com Ele e que era “varão justo”.

A estrutura da arca de Noé – A estrutura da arca de Noé era a seguinte: Comprimento – 135 metros; Largura – 22 metros; e 13 metros de Altura.  A arca possuía três pisos divididos em vários cômodos.  

Noé acreditou a palavra de Deus, de que iria destruir a terra, era verdadeira (Hb 11.7). A pregação de Noé foi ignorada pelos homens perversos de sua época.  A história da salvação de Noé na arca é resumida em Hebreus 11.7.
O Dilúvio é o encerramento da dispensação da consciência e o começo da dispensação do Governo Humano.



Fontes:

solascriptura-tt.org
ebdareiabranca.com
História Bíblica Dispensacional - Apostila FAETEL 2000
dispensacao.blogspot.com.br

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Sou cristão evangélico, casado com Thainá Oliveira, secretário de escola, formado em Teologia e acadêmico de filosofia. Sou membro da Igreja Presbiteriana do Brasil , na cidade de Cachoeira do Sul, RS onde resido.
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